Resumo simples: malefícios do uso descontrolado de tecnologias por smartphones em crianças neurodivergentes

HARMFUL EFFECTS OF UNCONTROLLED SMARTPHONE TECHNOLOGY USE IN NEURODIVERGENT CHILDREN
Douglas do Nascimento Reis, UFAM
Danielle Portela de Almeida, UFAM
RESUMO
INTRODUÇÃO: Atualmente a utilização de tecnologias por smartphones se tornou indispensável nas atividades diárias em todas as esferas e campos de atuação. Pessoas de diferentes idades e culturas tornaram-se dependentes de ferramentas tecnológicas que exploram essa nova realidade e configuração das coisas. Mas, o uso dessas tecnologias em demasia por crianças denominadas neurodivergentes, por exemplo, pode alterar e até mesmo prejudicar a sua saúde mental? OBJETIVO: Analisar se o uso indiscriminado de smartphones por indivíduos neurodivergentes em seus anos iniciais pode agravar sintomas ou criar comportamentos que mimetizam atrasos no seu desenvolvimento cognitivo e intelectual. METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática nas bases de dados digitais das plataformas BVS MS, DATASUS, Datawrapper, LILACS e SciELO, sendo selecionadas as principais publicações, compreendidas aquelas entre o período de abril de 2024 e janeiro de 2026. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Estudos realizados com crianças neurodivergentes, em sua maioria, com idade entre 2 e 12 anos constatou-se alguns pontos relevantes durante as pesquisas. O neuroprocessamento em indivíduos neurodivergentes apresenta, frequentemente, padrões atípicos de modulação sensorial. Dispositivos móveis operam como fontes de estímulos de alta intensidade, caracterizados por luminância elevada, saturação cromática e rápida cadência sonora, que podem desencadear um quadro de hiperestimulação sensorial no indivíduo. Essa sobrecarga aferente é capaz de precipitar a exaustão cognitiva e episódios de desregulação emocional aguda, tecnicamente denominados meltdowns. Ademais, observa-se um impacto significativo no circuito de recompensa mesocorticolímbico. A natureza interativa e imediata dos dispositivos digitais promove picos de liberação de dopamina, estabelecendo um ciclo de reforço positivo e constante. CONCLUSÃO: Crianças com TDAH, que apresentam uma desregulação neuroquímica prévia nos sistemas dopaminérgicos, demonstram maior vulnerabilidade à dependência tecnológica, devido à busca incessante por estímulos que compensem o déficit basal desse neurotransmissor. É necessário que pais e responsáveis controlem e monitorem sistematicamente o uso dessas tecnologias pelas crianças, acompanhados de especialistas e pesquisadores que possam registrar os efeitos da utilização e mapear novos parâmetros que regulem a saúde mental.
PALAVRAS-CHAVE: Tecnologia, Neurodivergente, Saúde Mental.
Resumo Simples publicado nos Anais do II Congresso Internacional de Neurociência, Educação, Marketing, Saúde, Biologia e Meio Ambiente - CINEUMS





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