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Resumo simples: malefícios do uso descontrolado de tecnologias por smartphones em crianças neurodivergentes

  • Foto do escritor: DNR Educacional
    DNR Educacional
  • 28 de abr.
  • 2 min de leitura

HARMFUL EFFECTS OF UNCONTROLLED SMARTPHONE TECHNOLOGY USE IN NEURODIVERGENT CHILDREN

 

Douglas do Nascimento Reis, UFAM

Danielle Portela de Almeida, UFAM

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: Atualmente a utilização de tecnologias por smartphones se tornou indispensável nas atividades diárias em todas as esferas e campos de atuação. Pessoas de diferentes idades e culturas tornaram-se dependentes de ferramentas tecnológicas que exploram essa nova realidade e configuração das coisas. Mas, o uso dessas tecnologias em demasia por crianças denominadas neurodivergentes, por exemplo, pode alterar e até mesmo prejudicar a sua saúde mental? OBJETIVO: Analisar se o uso indiscriminado de smartphones por indivíduos neurodivergentes em seus anos iniciais pode agravar sintomas ou criar comportamentos que mimetizam atrasos no seu desenvolvimento cognitivo e intelectual. METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática nas bases de dados digitais das plataformas BVS MS, DATASUS, Datawrapper, LILACS e SciELO, sendo selecionadas as principais publicações, compreendidas aquelas entre o período de abril de 2024 e janeiro de 2026. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Estudos realizados com crianças neurodivergentes, em sua maioria, com idade entre 2 e 12 anos constatou-se alguns pontos relevantes durante as pesquisas. O neuroprocessamento em indivíduos neurodivergentes apresenta, frequentemente, padrões atípicos de modulação sensorial. Dispositivos móveis operam como fontes de estímulos de alta intensidade, caracterizados por luminância elevada, saturação cromática e rápida cadência sonora, que podem desencadear um quadro de hiperestimulação sensorial no indivíduo. Essa sobrecarga aferente é capaz de precipitar a exaustão cognitiva e episódios de desregulação emocional aguda, tecnicamente denominados meltdowns. Ademais, observa-se um impacto significativo no circuito de recompensa mesocorticolímbico. A natureza interativa e imediata dos dispositivos digitais promove picos de liberação de dopamina, estabelecendo um ciclo de reforço positivo e constante. CONCLUSÃO: Crianças com TDAH, que apresentam uma desregulação neuroquímica prévia nos sistemas dopaminérgicos, demonstram maior vulnerabilidade à dependência tecnológica, devido à busca incessante por estímulos que compensem o déficit basal desse neurotransmissor. É necessário que pais e responsáveis controlem e monitorem sistematicamente o uso dessas tecnologias pelas crianças, acompanhados de especialistas e pesquisadores que possam registrar os efeitos da utilização e mapear novos parâmetros que regulem a saúde mental.

 

PALAVRAS-CHAVE: Tecnologia, Neurodivergente, Saúde Mental.


Resumo Simples publicado nos Anais do II Congresso Internacional de Neurociência, Educação, Marketing, Saúde, Biologia e Meio Ambiente - CINEUMS

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